CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVA REDUZIR MAIORIDADE PENAL

Câmara dos Deputados da Argentina aprova lei que reduz maioridade penal de 16 para 14 anos

 

                                                                                   Presidente Javier Milei.

Texto foi aprovado por 149 votos a 100, com apoio de partidos alinhados ao governo e oposição de parlamentares de esquerda.

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta quinta-feira, 12, um projeto que prevê a redução da maioridade penal de 16 para 14 anos. A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado argentino antes de seguir para eventual sanção do presidente Javier Milei.

A iniciativa faz parte de um pacote de mudanças no sistema de Justiça juvenil. O texto foi aprovado por 149 votos a 100, com apoio de partidos alinhados ao governo e oposição de parlamentares de esquerda.

De acordo com a imprensa local, Milei defendia inicialmente que a idade mínima fosse reduzida para 13 anos. Após negociações políticas, o governo concordou em fixar o limite em 14.

A discussão ganhou força após a morte de um adolescente na província de Santa Fé, caso que envolveu outros menores e provocou repercussão nacional. O episódio levou o tema a ser incluído nas sessões extraordinárias do Congresso, segundo o jornal Clarín.

A tramitação enfrentou questionamentos da oposição, que cobrou detalhes sobre a origem dos recursos necessários para a nova estrutura prevista no projeto. O governo informou que haverá liberação de verbas, mas deputados afirmam que o montante pode não ser suficiente para bancar as adaptações e a implementação do sistema.

Pelo texto aprovado, adolescentes condenados deverão cumprir medidas em unidades separadas das destinadas a adultos. A aplicação de prisão em regime fechado ficaria restrita a crimes graves, como homicídio.

Em nota divulgada pelo Gabinete Presidencial da Argentina, Milei celebrou a aprovação e agradeceu aos parlamentares que votaram a favor da proposta. Segundo ele, um jovem de 14 anos é capaz de compreender a gravidade de um crime e deve ser responsabilizado por seus atos.                                      

O projeto deverá ser debatido pelo Senado em 26 de fevereiro.

FONTE - JORNAL OPÇÃO

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