Ronaldo Caiado pode não ter apoio do próprio partido em SP, MG, RJ, CE e BA
Caiado e equipe devem concentrar esforços nas redes sociais, em razão da dificuldade para construir palanques regionais
O governador Ronaldo Caiado, que foi oficializado na segunda-feira (30) como candidato do PSD a presidente da República, não deve ter (pelo menos, por ora) o apoio do próprio partido em cinco grandes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Ceará e Minas Gerais.
No Rio de Janeiro, o partido é comandado por Eduardo Paes, que deixa a prefeitura da capital para disputar o governo com apoio do presidente Lula (PT) – de quem é aliado há bastante tempo.
Em São Paulo, embora seja o estado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o partido está na coligação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). E Tarcísio já adiantou que a coligação apoia a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e não vai abrir espaço para mais ninguém no palanque.
Na Bahia, o PSD é coordenado pelo senador Otto Alencar. Otto e toda a bancada da legenda no Estado fechou apoio às reeleições do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula, ambos do PT. A outra opção viável é o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que está no União Brasil. Entretanto, ACM está próximo de Flávio Bolsonaro.
Em Minas Gerais, o principal nome do PSD é o de Mateus Simões, que era vice-governador e ascendeu ao cargo de governador em função da renúncia de Romeu Zema. Simões, a princípio, apoia Flávio Bolsonaro – seguindo a mesma linha de atuação do antecessor dele. A negociação com o PL deve resultar em indicação de um representante para disputa ao Senado.
No Ceará, o PSD é, ao lado do PSB, o principal aliado do partido do presidente Lula. Em entrevista na última semana, o deputado Luiz Gastão, do PSD, garantiu que a legenda está unida sob o comando do ex-vice-governador Domingos Filho no propósito de marchar junto com os petistas.
fonte: site Mais Goiás
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